
11/09/2014
O engenheiro eletromecânico indiano Rajendra Kumar Pachauri, 74, ganhou fama mundial à frente do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na abreviação em inglês), que preside há 12 anos. Boa fama e má fama, que ele no entanto está conseguindo superar.
O auge veio em 2007, quando ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz em nome dos milhares de especialistas que compõem o painel reunido pela ONU. Foi no mesmo ano em que se publicou o "Quarto Relatório de Avaliação" (AR4) do IPCC.
Dois anos depois, o AR4 enfrentou um forte questionamento da previsão de que as geleiras do Himalaia se derreteriam até 2035. Reconheceu o erro, mas sua reputação saiu arranhada. Depois veio o escândalo do "climagate": vazaram para a imprensa mensagens eletrônicas entre cientistas do ramo que davam a impressão de conluio entre eles para pintar um quadro mais alarmante sobre o futuro do clima.
Pachauri sobreviveu a tudo isso e comandou o lançamento, no ano passado, do quinto relatório (AR5). Reconhece, porém, que a controvérsia contribuiu para melhorar os controles no IPCC.
Hoje, Pachauri considera que o ímpeto para combater os efeitos da mudança do clima depende menos dos pesquisadores e dos governos centrais e mais dos empresários e governos locais. "Não acredito que um pacto internacional seja o único meio com o qual possamos e devamos combater as mudanças climáticas."
A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo
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