
11/09/2014
Duas importantes vias de tráfego no Rio de Janeiro apresentam níveis de poluição do ar até seis vezes acima do considerado tolerável pela Organização Mundial da Saúde (OMS): a avenida Brasil e o túnel André Rebouças. Em ambos os locais, frequentados por milhares de pessoas todos os dias, pesquisadores detectaram presença significativa de poluentes que causam doenças respiratórias e mutações genéticas que podem levar ao surgimento de câncer. A situação é mais crítica no Rebouças e já afeta a saúde de trabalhadores do túnel.
A pesquisa, apresentada na semana passada na 29ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental, em Caxambu (MG), foi conduzida por cerca de quatro anos durante o mestrado da bioquímica Claudia Rainho na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Com um aparelho que filtra as partículas poluentes em suspensão na atmosfera colocado nos dois locais e no campus da universidade – para fins de comparação –, a pesquisadora e sua equipe coletaram o chamado material particulado fino, partículas de poeira, metais e outros materiais com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro (do tamanho de uma bactéria).
Por serem tão pequenos, quando inalados, esses fragmentos conseguem passar pelos alvéolos pulmonares e atingir a corrente sanguínea, o que pode provocar desde infecções locais, alergias respiratórias e asma, até mutações genéticas, dependendo da composição da ‘poeira’.
A matéria na íntegra pode ser lida no Ciência Hoje
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