
02/09/2014
Desde segunda-feira, o Rio Paraíba do Sul está chegando ao Rio de Janeiro com a vazão reduzida em cinco metros cúbicos por segundo (m³/s). A redução aconteceu dias antes da data limite, 10 de setembro, prevista em acordo firmado entre Rio, São Paulo, Minas Gerais e União no mês passado, para atender necessidades de abastecimento de São Paulo, que enfrenta uma grave crise de água. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), a vazão mínima que chega à barragem de Santa Cecília caiu de 165 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 160 m³/s. Em agosto, a vazão — que normalmente é de 190 m³/s — já fora reduzida.
Pelo acordo do dia 18, o Estado do Rio deveria promover melhorias nos sistemas de captação de água para se adequar à vazão menor, por exemplo, rebaixando o nível dos locais de onde coleta recursos hídricos ou instalando bombas flutuantes para tirar essa água do rio e colocá-la na rede de saneamento. Com a antecipação do prazo definido pelo grupo, na visão do governo federal, os municípios já teriam se adequado à nova vazão.
Com essa medida, a vida útil da bacia do Paraíba do Sul será prolongada, uma vez que o cenário de chuvas na região não melhorou significativamente nos últimos dias. A resolução da ANA, que determina a redução da vazão a 160 m³/s até o dia 10 deste mês, deve ser publicada no Diário Oficial da União hoje, mas com data de ontem.
Os estados se reuniram no mês passado com o Ministério do Meio Ambiente e a ANA para chegar a um acordo após o governo paulista ter reduzido, em decisão unilateral, a vazão da usina hidrelétrica do Jaguari — medida que foi revertida após o acordo. A ação paulista colocou a bacia do Paraíba do Sul sob risco de colapso para abastecimento humano, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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