
26/08/2014
No alto da Serra Nevada, biólogos se esforçam para encontrar maneiras de proteger algumas das árvores mais antigas e legendárias do mundo contra secas, incêndios florestais e mudanças climáticas.
As árvores em questão são as sequoias gigantes, algumas delas com entre 2.000 e 3.000 anos de idade. Elas são apenas uma entre várias espécies ocidentais antigas, incluindo as sequoias não gigantes e pinheiros da espécie Pinus longaeva, que enfrentam um futuro sombrio.
Embora as sequoias não corram risco imediato, cientistas dizem que elas não foram feitas para resistir a décadas de clima seco e cada vez mais quente. Suas mudas e árvores novas são suscetíveis a incêndios, que provavelmente vão ocorrer com frequência crescente, especialmente em altitudes maiores. E a falta de neve derretida pode impedir as mudas de desenvolver raízes robustas.
"Se houver uma seca prolongada nos próximos 25 anos, poderemos ver mudas de sequoias tendo problemas", disse Nathan Stephenson, ecologista do Serviço Geológico dos Estados Unidos. "Em 50 anos, a população inteira pode estar com problemas." Dentro de um século, disse ele, a maioria das árvores grandes pode ter desaparecido.
As sequoias só são encontradas em um lugar do mundo: as montanhas de Serra Nevada, na Califórnia. Existem entre 65 e 70 bosques de sequoias, em sua maioria ocupando uma faixa estreita de 100 km no lado oeste da serra, a entre 1.500 e 2.500 metros de altitude. Os esforços de preservação são dificultados pelo fato de que se sabe muito pouco sobre essas árvores grandiosas.
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