
12/08/2014
Durou quatro horas e envolveu cem homens a operação de remoção da carcaça da baleia da espécie Jubarte que esta encalhada na Praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes, desde sábado. Um guincho e duas retroescavadeiras foram usados na ação, que começou às 14h30m e só terminou às 18h30m de 2ªF dia 11/08. Só à tarde o local foi isolado para evitar contato de banhistas com o animal, já em estado de decomposição. O animal, de cerca de 15 metros e 37 toneladas, tinha entre 10 e 12 anos, segundo os pesquisadores.
A retirada da baleia foi uma operação conjunta do Corpo de Bombeiros e da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), com apoio da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A carcaça foi descartada no Centro de Tratamento de Resíduos Rio (CTR-Rio), em Seropédica.
- Sobrevoamos a área no domingo para saber como iríamos realizar essa remoção, e os técnicos avaliaram que a melhor forma era içar a carcaça pela areia. Os problemas foram o desnível do solo e a área de difícil acesso. Mas a operação foi um sucesso. A principio também não houve contaminação do solo nem da água do mar, mas o Inea fará uma avaliação melhor dessa questão - afirmou José Maurício Padrone, coordenador da Coordenadoria Integrada de Combate a Crimes Ambientais (Cicca) da SEA.
O Inea fará nesta terça-feira nova coleta de amostra da água na Praia da Macumba. Na segunda, o órgão ambiental realizou coletas de rotina para análise da balneabilidade das praias da Zona Oeste a Zona Sul, incluindo a do Recreio dos Bandeirantes. O resultado sairá nesta terça-feira, à tarde. A análise para fins de balneabilidade das praias é feita duas vezes por semana, às segundas e quintas-feiras.
Biólogos do Projeto Mamíferos Aquáticos (Maqua), do Departamento de Oceonografia e Hidrologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) colheram nesta segunda-feira amostras da carcaça da baleia para investigar a possível causa morte. O corpo do mamífero foi encontrado com partes de uma rede de pesca, o que pode ter causado o seu afogamento. Entretanto, por precaução, o Inea não está recomendado o banho na Praia da Macumba até o resultado das novas análises.
Até por volta das 11h30m de 2ªF, não havia qualquer tipo de separação entre o animal e dezenas de curiosos que acompanhavam a retirada da carcaça. As pessoas tiravam fotos e até entravam no mar bem próximo à baleia. A Defesa Civil informou que guarda-vidas acompanharam a operação em caráter de prevenção e estavam prontos para retirar banhistas que se colocassem em risco. Ainda de acordo com o órgão, pela manhã não houve necessidade de isolamento pleno do local. No entanto, a área foi isolada por volta do meio-dia.
Fonte: O Globo
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