
07/08/2014
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou na tarde de 01/08 que, por enquanto, não há restrições para que brasileiros viagem aos países africanos que registram casos do vírus ebola. Chioro afirmou também que não há sinais de que a doença se torne global, mas disse que as autoridades sanitárias do Brasil estão em alerta e atentos nos portos, aeroportos e fronteiras.
- Não há recomendação de restrição, por enquanto, de viagens. Os casos (de ebola) se localizam, na maior parte, em pequenas comunidades rurais, onde as pessoas têm dificuldade de acesso. A dimensão cultural desses países faz com que parentes retirem pacientes dos hospitais de levam os doentes para essas comunidades, o que facilita a cadeia de transmissão. Nos funerais, as pessoas se recusam a fazer o lacre dos caixões e passam as mãos nos corpos e, assim, entram em contato com secreção. E por serem países que estão em conflito há dificuldade das equipes médicas, da OMS (Organização Mundial de Saúde), do Médico Sem Fronteiras e outras entidades, que fazem apoio médico, de chegarem nos locais onde os casos estão ocorrendo - disse Arthur Chioro.
O ministro fez algumas recomendações para quem for viajar para esses países e que o viajante preste atenção nas orientações dadas pelas autoridades sanitárias locais.
- A recomendação para quem for viajar é não entrar em contato com secreções e sangue das vítimas e de pessoas doentes, que têm que estar em isolamento. Parte significativa dos casos na África são relacionados a profissionais de saúde que lidam com pacientes sem condições de biossegurança adequadas por conta da fragilidade do sistema. É uma doença de alta letalidade. O brasileiro que vai para esses países tem que tomar todos esses cuidados de biossegurança. Não há recomendação de interrupção de voos de brasileiros com destino a África. Se tiver, a gente diz. Se houver mudança de informação a imprensa e a sociedade brasileira serão avisados - afirmou o ministro.
Chioro afirmou que o governo acompanha a evolução da doença a cada dia e que todas recomendações da OMS estão sendo seguidas. O ministro também disse que os fiscais sanitários brasileiros estão ainda mais rigorosos e atentos a possibilidade da entrada no Brasil de algum paciente infectado pelo ebola. Chioro explicou que a transmissão não é pessoa a pessoa, mas no contato com secreções e sangue.
- Não chegará paciente com ebola sendo portador são. É uma característica natural (do ebola). A transmissão começa na apresentação dos sintomas, o que facilita a identificação dos casos e o isolamento - disse.
O ministro afirmou que o Brasil está cooperando com os países africanos e já enviou kits com insumos como medicamentos, seringas, agulhas e luvas. O governo brasileiro já destinou cinco kits para esses países atingidos pelo ebola. Cada kit é suficiente para o atendimento de 500 pessoas.
Fonte: O Globo
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