
07/08/2014
A epidemia da devastadora febre hemorrágica ebola que assola a África Ocidental pode ter “consequências catastróficas” e até “se espalhar para outros países”, se nada for feito para controlá-la. O alerta foi dado ontem pela diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, que está na região para uma reunião de emergência com autoridades de Guiné, Libéria e Serra Leoa, epicentro do surto.
— A epidemia está se alastrando com mais rapidez do que nossos esforços para controlá-la — afirmou Margaret durante a reunião emergencial. — Se a situação continuar se agravando, as consequências podem ser catastróficas em termos de perdas de vidas, mas também de graves problemas socioeconômicos e um elevado risco de disseminação para outros países.
Por isso mesmo, o anúncio de que duas pessoas infectadas pelo vírus ebola serão transferidas para tratamento nos EUA levou pânico ao país. A população teme o alastramento da febre hemorrágica que já matou 729 pessoas na África Ocidental desde o início do último surto, em março. É a primeira vez que pessoas com a doença entrarão em território americano.
O governo não identificou os pacientes, limitando-se apenas a dizer que são cidadãos americanos. Uma organização de caridade que atua na região, no entanto, informou que os doentes são Kent Brantly, um médico texano que estava tratando vítimas da doença na Libéria, e Nancy Writebol, uma missionária da Carolina do Norte. Em princípio, eles serão tratados numa área de segurança máxima do hospital da Universidade de Emory, em Atlanta
Autoridades explicaram que o temor de uma epidemia de ebola nos Estados Unidos é totalmente injustificado.
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