
31/07/2014
Durante muito tempo os climatólogos se questionaram se as emissões humanas de gases do efeito estufa são de fato um problema e concluíram que estamos correndo alguns riscos graves. No entanto, ainda há debates vigorosos sobre até que ponto o aquecimento global irá se agravar e como combatê-lo.
Um dos maiores desafios é determinar o nível de esforço necessário para deter vazamentos de gás metano na atmosfera. Essa questão pode parecer obscura, mas os vazamentos poderão ter um efeito enorme sobre o clima atual. Nos Estados Unidos, alguns acadêmicos reclamam que o plano do presidente Obama para aumentar o uso de gás natural, cujo principal componente é o metano, prejudicará o país, pois essa suposta solução para a mudança climática será pior que a queima de carvão.
Essa reclamação é plausível?
Os fatos científicos básicos são bem claros. O principal gás de efeito estufa emitido por humanos na atmosfera é o gás carbônico, que se deve à queima de combustíveis fósseis. Em segundo lugar fica o metano, que provém de diversas fontes. Ele é liberado pela mineração de carvão; escapa quando poços são cavados para obter petróleo ou gás natural; e vaza de gasodutos. Certas práticas agrícolas também liberam quantidades imensas de gás metano.
O metano é um gás de efeito estufa bem mais potente que o gás carbônico. Mas, ao contrário deste, o metano se decompõe rapidamente na atmosfera. Toda vez que alguém liga o interruptor de luz, fazendo mais carvão ser queimado e CO2 ser liberado, há uma leve alteração no clima da Terra por milhares de anos. Segundo cientistas, uma baforada de metano terá sua influência climática sentida durante poucas décadas.
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