
08/07/2014
A experiência indica que os seres humanos, sobretudo adolescentes, são propensos a ter comportamento arriscado.
No entanto, um trabalho que Laurence Steinberg publicou, há alguns anos, corroborando essa ideia foi recebido com bastante ceticismo. O estudo, feito em 2005, descobriu que, quando adolescentes brincavam de dirigir com um videogame e eram observados por dois amigos, havia maior probabilidade de se envolverem em acidentes. Para os adultos, nada mudava quando amigos estavam presentes.
Steinberg, psicólogo e professor na Universidade Temple em Filadélfia, realizou outro estudo que descobriu que centros de recompensa em cérebros de adolescentes ficavam estimulados mais facilmente quando eles estavam com pessoas da mesma idade. Ele usou camundongos em um experimento diferente, no qual houve fácil acesso a álcool, e descobriu que camundongos adolescentes eram mais propensos do que adultos a tomar mais álcool quando estavam com seus pares.
"A propensão dos adolescentes a fazer coisas mais arriscadas quando estão com amigos não só é real", escreveu Steinberg, "como pode ser incontrolável."
Então, qual é a justificativa para os adultos terem comportamentos temerários?
Correr riscos nos mercados financeiros deu origem à atividade de gestão de riscos, a qual implica que princípios aplicados aos investimentos poderiam proteger os mercados de desastres. A crise financeira derrubou essa suposição, e a crise que se assoma com o aquecimento global desafia a propensão humana a ignorar riscos de longo prazo, segundo Robert J. Shiller, colunista do "NYT".
Saiba mais naFolha de S. Paulo
90% dos rios localizados em áreas urbanas do RJ apresentam algum grau de poluição
18/08/2026
Polícia Ambiental identifica corte irregular de mais de 50 árvores na Ilha Grande, em Angra dos Reis
18/08/2026
C&A aposta em tecnologia e circularidade na moda
18/08/2026
Ex-vendedor de frutas cria tecnologia para coletar resíduos de rios e de areia das praias
18/08/2026
Novo Repórter Eco traz voz indígena e mais tempo no ar
18/08/2026
Petrobras diz que eventual vazamento de óleo passaria a 60 km da costa amazônica, mas vigiará parque
18/08/2026
