
26/06/2014
Um ano depois do fim da “trégua” na construção de barragens no Pantanal, decretado pela Justiça, o número de projetos em elaboração e andamento supera bastante aquele que alarmou procuradores federais e sul-mato-grossenses. Em agosto de 2012, eram 126 barragens planejadas ou em execução para o emprego em hidrelétricas ao longo dos rios que abastecem um dos biomas mais frágeis do país. A ausência de um estudo estratégico de impacto ambiental levou o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Mato Grosso do Sul a pedir — e obter — uma liminar suspendendo todas elas. Dez meses depois, em junho de 2013, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região autorizou a retomada das obras. Agora, segundo levantamento da pesquisadora Débora Calheiros, da Embrapa Pantanal e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o número de projetos já chega a 154.
As usinas hidrelétricas pretendidas na região são de potências variadas, de menos de mil a mais de 200 kw, e se concentram na Bacia do Alto Paraguai. Até hoje a decisão final em primeira instância não foi proferida, o que provoca críticas de ambientalistas e outros especialistas preocupados com o futuro de um refúgio onde se abrigam milhares de espécies de plantas, aves, peixes, répteis, anfíbios e mamíferos.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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