
05/06/2014
Nas suas idas e vindas das colmeias, as abelhas interagem com boa parte do ambiente em sua volta, além de realizarem um importante trabalho de polinização de plantas que muito contribui para a manutenção da biodiversidade e a produção de alimentos em todo mundo. Agora, enxames delas vão assumir um outro papel, o de estações meteorológicas “biônicas”, para ajudar a monitorar os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia e em seu próprio comportamento.
Desde a semana passada, pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) e da CSIRO, agência federal de pesquisas científicas da Austrália, estão instalando microssensores em 400 abelhas de um apiário no município de Santa Bárbara do Pará, a uma hora de distância de Belém, na primeira fase da experiência, que também visa descobrir as causas do chamado Distúrbio de Colapso de Colônias (CCD, na sigla em inglês), que só nos Estados Unidos já provocou a morte de 35% desses insetos criados em cativeiro.
- Não sabemos como as abelhas vão se comportar diante das projeções de aumento da temperatura e mudanças no clima devido ao aquecimento global – conta o físico Paulo de Souza, pesquisador-visitante do ITV e da CSIRO e responsável pela experiência. - Assim, entender como elas vão se adaptar a estas mudanças é importante para podermos estimar o que pode acontecer no futuro.
Souza explica que os microssensores usados no experimento são capazes de gerar a própria energia e captar e armazenar dados não só do comportamento das abelhas como da temperatura, umidade e nível de insolação do ambiente. Tudo isso espremido em um pequeno quadrado com 2,5 milímetros de lado com peso de 5,4 miligramas, o que faz com que as abelhas, da espécie Apis mellifera africanizadas, com em média 70 miligramas de peso, sintam como se estivessem “carregando uma mochila nas costas”.
Leia a matéria completa no O Globo
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