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Extinção de espécies está dez mil vezes mais veloz do que se imaginava, alerta pesquisa

03/06/2014

A ação humana acelerou em mil vezes a extinção de espécies, de acordo com um estudo publicado esta semana na revista "Science". Novas tecnologias para mapear o desmatamento e a destruição de habitats permitiram uma revisão dos números que serviam como base para encontros internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD).
Se não houver ações urgentes, o impacto provocado pelo homem no meio ambiente causaria a sexta maior extinção em massa da História do planeta - uma das anteriores foi o desaparecimento dos dinossauros.
Não é simples estimar quantas espécies foram extintas desde o início do século XX, já que, segundo estimativas, apenas 3,6% delas são conhecidas pelos cientistas. Para calcular a velocidade das extinções, os cientistas criaram um modelo matemático levando em conta o percentual de desaparição das espécies conhecidas em relação a sua população total e extrapolaram os resultados.
O estudo defende que a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas seja radicalmente ampliada - a publicação abrigaria 160 mil espécies que correm o risco de extinção, em vez de 70 mil, como ocorre hoje. Esta atualização da listagem pode levar à criação de novas políticas de conservação ambiental.
- Hoje temos novas tecnologias para detectar o desmatamento e analisar o deslocamento de cada espécie - avalia Clinton Jones, coautor do estudo e pesquisador do Instituto de Pesquisas Ecológicas do Brasil (Ipê). - A maioria vive fora das áreas protegidas, por isso a compreensão da mudança de seus ecossistemas é vital. É uma oportunidade para atualizar mapas sobre os impactos e as ameaças a cada área.
Coautor do levantamento, Stuart Limm, professor de Ecologia de Conservação da Universidade de Duke (EUA), ressalta que ainda existe uma "cratera" entre o que os pesquisadores sabem e o que ignoram sobre a biodiversidade do planeta. A tecnologia, no entanto, está preenchendo este espaço, além de estender o acesso a dados científicos para amadores. Bancos de dados on-line e até aplicativos de smartphones facilitam a identificação de espécies.

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