
03/06/2014
Após a sanção da lei que estabeleceu a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), as empresas brasileiras precisam se preocupar com a reciclagem das embalagens que comercializam, é a chamada logística reversa de embalagens pós-consumo.
Para se adequar à norma, uma empresa tinha três opções: fazer todo o recolhimento ela própria, criar postos de coletas voluntários ou investir em uma cooperativa.
Agora, no entanto, poderá também recorrer à Bolsa Verde do Rio de Janeiro (BVRio), associação sem fins lucrativos que faz a intermediação entre empresas e cooperativas de reciclagem de lixo.
A cada tonelada de material reciclado, a cooperativa inscreve um crédito no site, entrando no chamado BVTrade (mercados de ações de créditos). O processo é comprovado através de documentos e notas fiscais.
Uma empresa que precisa reciclar suas embalagens compra esses créditos e pode comprovar a reciclagem do material. Dessa forma, a remuneração do catador aumenta.
"É como se a empresa terceirizasse o serviço dela, deixando a operação mais barata", diz Luciana Freitas, responsável pelo departamento de logística reversa da BVRio. "Nós acreditamos que isso vai ajudar a aumentar o serviço de catação, porque os catadores vão receber mais. Teremos mais reciclagem e um meio-ambiente mais limpo. Todo mundo sai ganhando."Embora esteja sediada no Rio de Janeiro, a Bolsa Verde está presente em 22 estados brasileiros através de 118 cooperativas e 4.500 catadores. O volume mensal de reciclagem já chega a sete mil toneladas por mês.
O Grupo O Boticário foi o primeiro a aderir a bolsa no último mês.
Leia a matéria completa na Folha de S. Paulo
90% dos rios localizados em áreas urbanas do RJ apresentam algum grau de poluição
18/08/2026
Polícia Ambiental identifica corte irregular de mais de 50 árvores na Ilha Grande, em Angra dos Reis
18/08/2026
C&A aposta em tecnologia e circularidade na moda
18/08/2026
Ex-vendedor de frutas cria tecnologia para coletar resíduos de rios e de areia das praias
18/08/2026
Novo Repórter Eco traz voz indígena e mais tempo no ar
18/08/2026
Petrobras diz que eventual vazamento de óleo passaria a 60 km da costa amazônica, mas vigiará parque
18/08/2026
