
29/05/2014
A prova de fogo de uma teoria científica é se ela faz previsões que se confirmam. Veja o caso desse antigo prognóstico de uma dupla de pesquisadores da Austrália e Nova Zelândia.
Eles estavam resumindo os resultados das -à época primitivas- previsões computadorizadas sobre o aquecimento global:
"Os indícios disponíveis sugerem que um mundo mais quente provavelmente experimentará um aumento na frequência de eventos de precipitação intensa, associados a um ciclo hidrológico mais intenso e ao aumento da capacidade de retenção de água numa atmosfera mais quente."
Isso foi publicado em 1995, com base em pesquisas reunidas desde 1980. Pula para 2014.
Na Avaliação Climática Nacional publicada no início deste mês, pesquisadores dos Estados Unidos relataram que "fortes aumentos das precipitações intensas ocorreram no Nordeste, Meio-Oeste e Grandes Planícies, onde chuvas fortes têm frequentemente causado enxurradas que excederam a capacidade dos bueiros e diques e causaram inundações e erosão acelerada".
O futuro, ao que parece, já chegou. O histórico da ciência climática, na verdade, remonta a 1896, quando um sueco chamado Svante Arrhenius previu que as emissões de dióxido de carbono fariam o planeta se aquecer.
Transcorreram mais de 80 anos até que se tivesse certeza de que ele tinha razão. Aproximadamente ao mesmo tempo em que essa percepção se arraigava, os climatologistas começaram a se debruçar sobre a probabilidade de chuvas mais intensas.
Na Avaliação Climática Nacional, os especialistas relataram que desde meados do século 20 houve grandes aumentos nos volumes de precipitação durante chuvas muito pesadas.
A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo
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