
27/05/2014
O governo brasileiro, a ONG WWF e vários outros parceiros anunciaram nesta quarta-feira um acordo para estabelecer um fundo de US$ 215 milhões para a conservação de matas protegidas da floresta amazônica.
O dinheiro, que deve ser empregado em atividades de conservação em 90 áreas protegidas na Amazônia, chega em um momento em que a pressão pelo desenvolvimento da região retomou fôlego, resultando em um aumento na taxa de desmatamento, após anos de quedas sucessivas.
Sob os termos do acordo, parceiros do fundo farão contribuições anuais para ajudar o Brasil a atingir as necessidades de financiamento para unidades de conservação, cuja área combinada totaliza mais de 60 milhões de hectares, uma área do tamanho da Península Ibérica.
Os integrantes do fundo afirma que as contribuições serão condicionadas a auditorias em órgãos governamentais brasileiros que vão administrar o fundo e a manutenção de equipes e orçamentos dos escritórios necessários para administrar as áreas florestais.
O dinheiro do fundo seria usado para uma gama de medidas básicas de conservação, incluindo veículos de patrulha, cercas e sinalização para delinear áreas protegidas.
O financiamento para o novo fundo, que deve fluir ao longo de 25 anos, foi assegurado por fontes públicas e particulares, incluindo o governo da Alemanha, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Banco Mundial, filantropos e o Fundo Amazônia (um fundo já existente, administrado pelo BNDES, com a maioria das contribuições vindas do governo Norueguês).
As unidades de conservação a terem sua gestão bancada pelo novo fundo são as do programa Arpa (Áreas Protegidas da Região Amazônia), estabelecido em 2002, que coordena as estratégias de conservação na região.
Fonte: Folha de S. Paulo
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