
22/05/2014
Durante alguns minutos, espectadores de todo o mundo prenderam a respiração ao ver Sandra Bullock e George Clooney perdidos no espaço tentando escapar de uma avalanche descontrolada de detritos espaciais. A agonia retratada no filme “Gravidade”, sucesso de público e crítica lançado no final do ano passado, não está restrita à ficção. O debate a respeito do crescente acúmulo desses dejetos — algo que põe em risco a vida de astronautas e o funcionamento de satélites — joga luz sobre a ausência de uma regulamentação que coloque freio na ocupação irresponsável do espaço.
Restos de foguetes, satélites antigos e ferramentas deixadas para trás pelos astronautas são os vestígios de quase cinco mil lançamentos desde o início da era espacial, segundo estimativas das agências espaciais americana (Nasa) e Europeia (ESA). Atualmente, há mais de 23 mil fragmentos de lixo com tamanho superior a 10 centímetros, a maioria em órbitas baixas (menos de dois mil quilômetros de distância da Terra), a velocidades que podem chegar a 30 mil km/h.
No começo deste mês, uma audiência na Câmara dos Deputados dos EUA intitulada “Gestão do Tráfego Espacial: Como impedir o ‘Gravidade’ da vida real” advertiu que as atividades espaciais — incluindo as viagens humanas e as operações de satélite — se tornarão cada vez mais perigosas se novas regras não forem postas em prática. A discussão foi uma iniciativa da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), que solicitou às autoridades controladoras de satélites comerciais medidas efetivas para evitar colisões. Atualmente, nenhuma agência detém tal autoridade.
Leia a matéria completa pode ser lida em O Globo
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