
20/05/2014
O Greenpeace lançou dia 16/05 a campanha "Chega de Madeira Ilegal", denunciando a exploração "ilegal e predatória" da madeira na Amazônia, segundo a ONG. A denúncia é resultado de dois anos de investigação do Greenpeace no estado do Pará.
Marcio Astrini, coordenador da campanha, diz que o atual sistema de controle de extração de madeira é "duplamente falho, pois falha no controle da extração e ainda ajuda àquilo que é extraído ilegalmente a ganhar uma aspecto legal". Ele aponta como principais problemas a falha na aprovação dos planos de manejo, já que não existe fiscalização anterior à aprovação desses planos; a permissividade do sistema a fraudes e a falta de uma integração nacional dos sistemas de controle de extração de madeira.
Segundo dados do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), 78% da exploração madeireira realizada no Estado do Pará no período entre Agosto de 2011 e Julho de 2012, foi realizada em áreas sem autorização e, portanto, ilegais.
"Partimos da constatação de que há uma ilegalidade muito grande na região e que a madeira extraída acaba chegando documentada para o consumidor. Procuramos mostrar, então, como é possível gerar documentos por meio de planos de manejo falsos para ´esquentar´ a madeira extraída ilegalmente."
O Greenpeace levantou cinco casos de planos de manejo com indícios de fraude que exemplificam mecanismos para "esquentar" a madeira ilegal. Segundo Astrini, tais empreendimentos são passíveis de cancelamento ou suspensão.
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