
22/05/2014
No dia 9 de maio, a Nasa divulgou uma imagem impressionante de intensas erupções solares. Cientistas afirmaram que a poderosa radiação do astro era normal. No entanto, ela poderia afetar a comunicação e tornar o Sol ainda mais perigoso para a saúde. Um estudo publicado na revista “Environmental Research Letters” apontou uma nova implicação: o aumento da atividade solar também impulsiona a incidência de raios na Terra.
Segundo os pesquisadores da Universidade de Reading, na Inglaterra, quando rajadas de partículas solares em alta velocidade entram na nossa atmosfera, elas criam o ambiente perfeito para a formação de relâmpagos.
A boa notícia é que, como o Sol é monitorado de perto por diversos satélites, agora será possível prever perigosas tempestades de descargas elétricas e emitir um sinal de alerta para reduzir riscos.
— Raios representam um perigo significativo — afirmou Chris Scott, pesquisador da Universidade de Reading à “BBC”. — Cerca de 24 mil pessoas são atingidas por raios a cada ano, e ter qualquer entendimento ou aviso alertando da gravidade da ocorrência tende a ser muito útil.
Em seu movimento de rotação, o Sol arremessa partículas carregadas de radiação que viajam entre 400 e 800 quilômetros por segundo — 900 mil a 1,8 milhões de quilômetros por hora. Já se sabia que a chegada dessas partículas na atmosfera, chamadas também de vento solar, ativa o fenômeno conhecido como aurora boreal, na região próxima ao polo Norte.
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