
15/05/2014
A febre de exploração do shale gas (gás não convencional) como alternativa energética foi alvo de mais uma denúncia nesta terça-feira. A ONG Amigos da Terra informou que pedirá explicações ao grupo francês Total por causar impactos ao meio ambiente com a busca de reservas do gás na Argentina.
“Aparentemente, suas ambições não têm limites, já que empresa começou inclusive a perfurar em uma reserva natural”, disse a ONG em um relatório e um vídeo sobre “a febre do shale gas e do shale oil (óleo de folhelho) na Patagônia argentina”, segundo reportagem da agência France Presse.
Representantes da ONG afirmaram que vão buscar as explicações durante a assembleia geral de acionistas da Total na sexta-feira em Paris. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a Argentina tem um dos maiores potenciais do mundo em petróleo e gás de folhelho, informa a AFP.
A YPF perfurou dezenas de poços de shale oil no planalto de Vaca Muerta, região mais promissora do combustível, e muitas empresas estrangeiras mostraram interesse neste setor na Argentina. A empresa alemã Wintershall (subsidiária da Basf), a americana Chevron e a sino-argentina Bridas anunciaram mais de US$ 5 bilhões em investimentos na região, de acordo com a AFP.
A Total, que está na Argentina desde 1978, atualmente opera 30% da produção de gás e tem 11 concessões, de acordo com a Amigos da Terra.
“As companhias de petróleo estão se movendo em alta velocidade sem nunca consultar ou informar a população local”, disse sexta-feira em Paris Diego Di Risio, do Observatorio Petrolero Sur, que destacou a importância dos governos locais e nacional da Argentina na atuação dessas empresas.
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