
13/05/2014
No que diz respeito à alimentação saudável, os ursos polares quebram todas as regras. Eles comem, sobretudo, gordura, mas não têm doenças cardíacas da forma que nós, humanos, teríamos se seguíssemos a mesma dieta.
Cientistas afirmaram que a razão está nos genes dos ursos, segundo artigo publicado em 08/05 na revista “Cell”.
Alguns truques evolutivos, particularmente nos genes que atuam na forma como as gorduras são metabolizadas e como são transportadas no sangue, permitiram aos ursos polares sobreviver no Ártico, explicaram.
E tudo isto aconteceu nos últimos 500 mil anos, depois que os ursos polares se separaram de seus primos, os ursos pardos, de acordo com um estudo que comparou os genomas dos dois animais.
Os cientistas descobriram que os ursos polares são muito mais jovens do que se pensava anteriormente, já que estimativas anteriores situavam a época de separação entre os ursos polares e os ursos pardos entre 600.000 e um milhão de anos atrás.
"É realmente surpreendente que o tempo de divergência seja tão curto", afirmou Rasmus Nielsen, professor de biologia integrativa e estatística da Universidade da Califórnia em Berkeley.
"Todas as adaptações únicas que os ursos polares têm no ambiente do Ártico devem ter ocorrido em um período de tempo muito curto", disse.
Ainda não está claro o que levou o urso polar a evoluir em um grupo separado dos pardos, embora isto tenha acontecido em uma época que coincide com um período interglacial quente que pode ter encorajado os ursos pardos a se aventurarem mais ao norte do que tinham feito no passado, afirmaram os cientistas.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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