
13/05/2014
À primeira vista, pode parecer encantador, mas o “coral-sol”, que mais parece um girassol, está matando corais nativos da costa brasileira e alterando a biodiversidade marinha no Brasil. As empresas Petrobras, Vale e Brasfels são apontadas pelo Ministério Público Federal como as principais suspeitas de trazer esse coral invasor para as águas nacionais. Hoje será feita audiência pública para investigar o papel das companhias na expansão do chamado “coral assassino” no litoral fluminense. Angra dos Reis, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Mangaratiba, Paraty e Rio de Janeiro são os municípios mais afetados.
"Temos diversas evidências de que duas espécies de coral-sol tenham sido introduzidas acidentalmente na Baía da Ilha Grande por plataformas de petróleo e gás. São naturais de Galápagos e do Indo-Pacífico, não daqui”, afirmou Joel Creed, professor associado do Departamento de Ecologia da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Para ele, o organismo se agarra ao casco das embarcações e, assim, chega à costa brasileira. “O coral-sol necrosa os corais naturais do Brasil. Os peixes que se alimentavam desses corais nativos acabam ficando sem comida, e isso afeta toda a biodiversidade”, completa.
Monique Cheker, procuradora da República que convocou as empresas para prestar esclarecimentos, acredita que a audiência de hoje será determinante para o futuro das investigações.
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