
06/05/2014
No horizonte decadente, um projeto de engenharia sem precedentes é erguido próximo aos restos do maior desastre nuclear do mundo: Chernobyl. Um exército de trabalhadores, protegidos por placas de concreto espessas, está construindo um enorme arco, envolto por uma quantidade de aço inoxidável capaz de cobrir a Estátua da Liberdade.
Se tudo correr como planejado, até 2017 o arco de 32 mil toneladas cobrirá os restos radioativos do reator que explodiu em abril de 1986. Quando for totalmente fechado, ele será capaz de conter qualquer poeira radioativa que tenha sobrado. O arco também permitirá que seja iniciado o estágio final da limpeza de Chernobyl - uma árdua tarefa de remover os detritos do reator contaminado.
- É uma estrutura incrível - disse Nicolas Caille, diretor de projeto do Novarka, um consórcio francês responsável pela obra. - Não se pode compará-lo a nada mais.
Com nações debatendo o futuro da energia nuclear como uma forma de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, o arco lembra que esta fonte de energia, apesar dos seus benefícios, carrega enormes riscos. O custo do arco será de cerca de US$ 1,5 bilhão, financiado por 30 nações.
Engenheiros desenvolveram o arco de Chernobyl para durar 100 anos, tempo que deverá ser necessário para limpar a área. Mas há dúvidas sobre o comprometimento da Ucrânia a longo prazo, e as tensões com a Rússia levantaram novas preocupações. Portanto, um século pode não ser suficiente.
- Se necessário, ele pode durar 300 anos ou mais - defendeu Vince Novak, diretor de segurança nuclear do Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento, que administra o financiamento do projeto.
Fonte: O Globo
90% dos rios localizados em áreas urbanas do RJ apresentam algum grau de poluição
18/08/2026
Polícia Ambiental identifica corte irregular de mais de 50 árvores na Ilha Grande, em Angra dos Reis
18/08/2026
C&A aposta em tecnologia e circularidade na moda
18/08/2026
Ex-vendedor de frutas cria tecnologia para coletar resíduos de rios e de areia das praias
18/08/2026
Novo Repórter Eco traz voz indígena e mais tempo no ar
18/08/2026
Petrobras diz que eventual vazamento de óleo passaria a 60 km da costa amazônica, mas vigiará parque
18/08/2026
