
29/04/2014
O Greenpeace está aumentando os protestos contra a Prirazlomnaya, plataforma russa de perfuração de petróleo ancorada no mar de Pechora, no Oceano Ártico. O petroleiro russo “Mikhail Ulyanov“ deixou o porto de Roterdã, na Holanda, nesta segunda, a caminho do Ártico, e a organização ambiental enviou o navio “Rainbow Warrior III” para tentar impedir que ele chegue ao local.
No ano passado, o petroleiro já havia sido alvo de um ataque do Greenpeace. Em entrevista à agência “AFP”, o ativista Patric Salize, que está no navio, afirmou que a intenção da organização é alcançar o “Mikhail Ulyanov“ na noite de terça-feira ou na manhã de quarta.
O capitão do “Rainbow Warrior III” é Peter Wilcox, um dos ativistas do grupo “30 do Ártico”, presos na Rússia sob acusação de pirataria ao protestar contra a Prirazlomnaya. Eles foram libertados sob fiança em novembro do ano passado e perdoados em dezembro, mas seu navio, o “Artic Sunrise”, ainda está detido.
As ações têm por objetivo denunciar os riscos da exploração de petróleo no Ártico, um ecossistema frágil. No site da organização, Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace Internacional, protestou:
"Este é um momento decisivo tanto para o Ártico como para o resto do mundo. As companhias de energia da Rússia estão apostando que o Ártico pode proporcionar uma novo fonte de poder e ganância nas próximas décadas. Grandes petroleiras internacionais como Shell, Exxon Mobil e Statoil se juntaram com a Rússia para se aproveitar desta frágil região e apontar reservas".
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