
24/04/2014
Para mostrar ao público chinês um pouco dos estudos realizados sobre a flora brasileira em diferentes épocas, contextualizando informações históricas com dados atuais, foi aberta em Beijing na última semana a exposição Brazilian Nature - Mistery and Destiny, na Biblioteca da Peking University.
Instalada em um amplo salão na biblioteca da PKU - considerada a maior da Ásia, com um acervo que ultrapassa 8 milhões de livros -, a mostra é parte da programação do Simpósio Brasil-China para Colaboração Científica - FAPESP Week Beijing.
A exposição retrata momentos distintos em que foram registrados e estudados diferentes biomas brasileiros, como Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e Caatinga.
Composta por 37 painéis, a exposição resgata o trabalho de pesquisa realizado entre 1817 e 1820 pelo naturalista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius, que percorreu diferentes regiões do Brasil e foi responsável pelo maior levantamento já realizado sobre a flora brasileira - a obra-referência Flora brasiliensis -, publicado em etapas entre 1840 e 1906.
Na exposição podem ser vistas reproduções de desenhos feitos no século 19 pelo próprio Von Martius e outros naturalistas, com textos explicativos e fotografias atuais de plantas e biomas.
Os dados iconográficos ajudam a entender questões relacionadas à megadiversidade biológica do Brasil, país que, sozinho, concentra entre 15% e 20% da biodiversidade do planeta. O papel das pesquisas para a preservação dos biomas também faz parte do contexto da exposição.
Concebida com base em dados provenientes de projetos apoiados pela FAPESP, a exposição é resultado de uma parceria entre a FAPESP e o Museu Botânico de Berlim.
A matéria completa pode ser lida no Jornal da Ciência
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