
15/04/2014
Mais um passo foi dado para liberar mosquitos da dengue transgênicos no Brasil. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou ontem o projeto que permite a sua comercialização pela empresa britânica Oxitec. Isto significa que o projeto foi considerado tecnicamente seguro, mas ainda precisa de um registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser, de fato, liberado, o que pode ocorrer em cerca de um mês. Esse é o primeiro inseto geneticamente modificado a obter a licença no país.
A técnica consiste em adicionar dois novos genes em mosquitos machos, que após serem liberados na natureza, copulam com fêmeas do ambiente natural e geram descendentes incapazes de chegar à fase adulta. As crias também herdam um marcador que as torna visíveis sob uma luz específica para, assim, facilitar o seu controle.
A Oxitec faz testes desde 2011 na Bahia: num bairro de Jacobina e em dois de Juazeiro. Segundo balanço divulgado ontem, em seis meses diminuíram 79% dos mosquitos de Jacobina e 90% em Juazeiro.
— A empresa divulgou a redução de mosquitos, mas não se houve diminuição da incidência de dengue — criticou o professor da Universidade Federal de São Carlos (SP), José Maria Ferraz, ex-membro do CTNBio, que acompanhou as pesquisas envolvendo o transgênico. — A dengue é grave e é preciso buscar alternativas, mas não se pode colocar em risco a população antes de ter resultados. A tecnologia não é segura por vários motivos, e o Brasil está sendo cobaia de um experimento em larga escala nunca feito no mundo. Aprovamos o projeto de forma apressada e irresponsável.
Leia a matéria completa em O Globo
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