
15/04/2014
Se a humanidade quiser evitar potenciais efeitos catastróficos do aquecimento global, deve promover o quanto antes uma revolução na maneira como gera energia, priorizando fontes com pouco ou nenhum impacto nas emissões de gases-estufa, diz novo relatório do IPCC (painel do clima da ONU), lançado ontem em Berlim.
O documento agradou a cientistas e ambientalistas, mas houve críticas à "suavização" de certas mensagens presentes na versão anterior do relatório. Por pressão de alguns países, o texto deixou menos explícita a participação dos emergentes na alta das emissões na última década, além de limar a menção anterior de transferência de bilhões de dólares para nações mais pobres.
Suzana Khan, professora da UFRJ que participou do relatório, diz que as negociações foram "muito exaustivas", com os governos pressionando para fazer valer seus interesses.
Segundo ela, como o documento é aprovado pelos países, que identificam o que é politicamente relevante de acordo com a suas próprias óticas, as divergências são até esperadas. A pesquisadora ressalta, no entanto, que no sumário técnico do documento, que realmente condensa todas as informações, não há risco desse tipo de interferência.
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