
15/04/2014
Desde que virou mascote da Copa de 2014, o tatu-bola estampa o material promocional da Fifa e de seus parceiros, posa ao lado de celebridades e tem sua imagem comercializada em vários produtos. Tudo isso, porém, trouxe poucos resultados - e, principalmente, recursos- para a conservação da espécie, dizem ambientalistas.
Eles reclamam que a Fifa não repassa recursos para conservar a espécie, exclusiva do Brasil e classificada como vulnerável à extinção.
"A Fifa não repassa nada para a conservação, nem uma parcela do que eles lucram explorando a marca do mascote Fuleco", diz Rodrigo Castro, secretário-executivo da ONG Associação Caatinga, que trabalha para salvar a espécie e liderou a campanha para torná-lo mascote.
"Quando o tatu-bola foi escolhido para ser mascote da Copa, em 2012, estávamos muito otimistas. Agora, o resultado prático é que quase nada mudou", completa.
Também há reclamações da falta de divulgação, nas aparições e nos produtos vinculados a Fuleco, sobre as características naturais da espécie e as ameaças a seu habitat e conservação.
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