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Composto mineral produz fertilizante que aumenta produtividade agrícola e diminui impacto ambiental

08/04/2014

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) concedeu patente ao trabalho conjunto de pesquisa realizado entre o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM/MCTI), EMBRAPA, CPRM e UFRJ pela invenção intitulada "Composição Mineral Zeólitica, Processos de Modificação e Utilização". A pesquisa realizada pelas quatro entidades cientificas inova ao desenvolver tecnologia para utilização em fertilizantes, a partir da produção de concentrados zeolíticos. O invento é uma alternativa ao uso de fertilizantes solúveis que leva à poluição das águas e ao desperdício de nutrientes.
Minerais como zeólitas e vermiculitas, por serem porosos e possuírem alta capacidade de troca catiônica, auxiliam no controle da liberação de nutrientes nos sistemas agrícolas. Os produtos foram testados, como substratos e fonte de macronutrientes, no cultivo de alface, tomate e para o crescimento de mudas de frutas cítricas com eficiência produtiva. O concentrado zeolítico apresentou uma melhor resposta à incorporação de nutrientes e aos testes agronômicos comparados com os métodos convencionais de crescimento de mudas em ambientes protegidos.
Teste com o cultivo da alface, tomateiros, arroz e porta enxertos de citros realizados em ambiente fechado obteve um incremento de produtividade de até 40% em relação ao de viveiros abertos no campo que garante crescimento mais intenso e a padronização da produção de mudas. O desenvolvimento desta nova tecnologia torna possível a aplicação de insumos minerais na obtenção de fertilizantes de liberação lenta de nutrientes, substratos para crescimento de plantas zeopônicas e agente de condicionamento de solos. O uso deste substrato mineral também minimiza o impacto ambiental causado pelo gás amônia (NH3) - liberado pela uréia, base dos principais fertilizantes - um dos principais causadores do efeito estufa e cuja ação é 50 vezes mais forte que a do dióxido de carbono (CO2).

A matéria completa pode ser lida no Jornal da Ciência

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