
08/04/2014
O último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado esta semana, conclui que o fenômeno impacta todos os ecossistemas terrestres, do Equador aos polos, dos oceanos às montanhas. Adverte que eventos climáticos extremos levarão à ruptura áreas críticas, como disponibilidade de água e eletricidade, e terão efeitos negativos sobre a saúde; previne que a elevação dos oceanos causará danos extensos para grandes populações de cidades costeiras; e soa o alarme sobre uma grave ameaça à segurança alimentar, devido ao aquecimento global.
As temperaturas podem aumentar mais de 2 graus Celsius até a metade do século, com reflexos negativos em áreas que poderiam ser cultiváveis. Haverá importantes consequências para o Brasil ao comprometer o rendimento de safras de trigo, arroz, milho e soja. As chuvas no Nordeste podem diminuir em 2,5mm por dia até 2100, causando perdas agrícolas em todos os estados da região. Com menos chuva, a capacidade de pastoreio de bovinos de corte cairia em 25%, reduzindo a produção de carne. A oferta de pescado também poderá cair: segundo o IPCC, grandes cardumes deixarão a zona tropical nas próximas décadas, em busca de regiões de alta latitude.
O Nordeste já enfrenta três anos de seca. Na Amazônia, a elevação do nível dos rios ultrapassou muito o registro normal e o estado do Acre, por exemplo, está isolado por terra do resto do país. No entanto, em junho de 2013, o Rio Acre estava quase seco e a população enfrentava problemas no abastecimento de água.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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