
03/04/2014
Fusão, o processo que gera a energia solar, é o sonho de muitos porque é seguro, não poluente e quase ilimitado. No Laboratório Nacional Lawrence Livermore, cujo foco do trabalho sobre a fusão envolve armas nucleares, muitos cientistas falam poeticamente sobre como ela pode livrar o mundo da dependência dos combustíveis fósseis. "Solucionar o problema de energia é o sonho do futuro", disse Stephen E. Bodner, que trabalhou com fusão no Livermore nos anos 1960 e 1970, quando o foco militar era um estratagema para o laboratório continuar recebendo verbas do governo para pesquisas sobre energia.
O conceito por trás da fusão é simples: comprimir átomos de hidrogênio intensamente faz que eles se fundam, formando hélio. Um átomo de hélio pesa menos que os átomos originais de hidrogênio, e, conforme a equação de Einsten E = mc2, o pequeno volume de massa liberado se transforma em energia. O hidrogênio é tão abundante que, ao contrário dos combustíveis fósseis e materiais físseis, jamais se esgotará.
Os cientistas nunca descobriram um meio de fazer uma reação de fusão durar o suficiente para gerar energia utilizável. Agora, porém, fizeram algum progresso. No mês passado, uma equipe liderada por Omar A. Hurricane anunciou que usou lasers gigantescos para fundir átomos de hidrogênio e produzir faíscas de energia. A quantidade de energia produzida foi ínfima -equivalente ao que uma lâmpada de 60 watts consome em cinco minutos.
A fusão ocorreu no Centro Nacional de Ignição (NIF, na sigla em inglês), cuja construção e início das operações consumiram US$ 5,3 bilhões. O local é totalmente voltado para a ignição. Para fins governamentais, a ignição foi definida como uma reação de fusão que produz tanta energia quanto os feixes de laser que a atingem. Para obter isso, uma faísca inicial de fusão tem de cascatear até os átomos de hidrogênio adjacentes.
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