
01/04/2014
Experimentos feitos nas salas do microcosmos, que simulam os efeitos das mudanças climáticas, demonstraram que em altas temperaturas os mosquitos transmissores da dengue e da malária se reproduzirão mais rápido. Os resultados foram descritos pelo pesquisador Wanderli Tadei, do Grupo de Malária e Dengue, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) em palestra no último dia 26/03 durante o V Workshop INCT Adapta.
Tadei explicou que os experimentos foram realizados em três salas do microcosmos com diferentes temperaturas. Os resultados mostraram que os mosquitos nas salas mais quentes se reproduziram mais rápido, ou seja, com o aquecimento o processo biológico dos mosquitos ficou mais acelerado.
O pesquisador acrescentou que isso contribuirá para o aumento da densidade de mosquitos Aedes aegypti e Anopheles darlingi, tendo como consequência a transmissão de dengue e malária. "O contato entre o vetor e o homem será mais intenso", afirmou.
Segundo Wanderli Tadei, colônias de Aedes aegypti estão sendo estudadas e já se encontram na 27ª geração. "Os dados obrigam a nos preparar para um controle desses mosquitos e avaliar mecanismos para que não provoquem uma catástrofe com a transmissão da dengue", alertou.
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