
01/04/2014
A Corte Internacional de Justiça, principal órgão jurídico da ONU (Organização das Nações Unidas), ordenou que o Japão interrompa a sua caça anual de baleias, alegando que o programa baleeiro japonês não possui propósitos científicos, como sempre defendeu o país.
O resultado do julgamento representa uma vitória da Austrália, país que trouxe o caso à corte da ONU em 2010, e de ambientalistas. Por anos, pesquisadores argumentaram que o programa japonês de caça de baleias tinha um propósito meramente comercial e que o apelo à ciência era apenas um verniz.
Em 1982, a Comissão Internacional da Baleia (CIB) adotou uma moratória sobre a caça comercial de baleias, permitindo o abate apenas para propósitos de pesquisa.
A partir do final dos anos 1980, o Japão iniciou a caça de milhares de baleias minke e de um número menor de outras espécies nos mares ao redor da Antártida. O país sempre afirmou que a realização da caça tinha como propósito o estudo das populações de baleias e que o abate era sustentável.
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