
01/04/2014
O novo relatório do IPCC (painel do clima da ONU) sobre impactos do aquecimento global traz um mapa muito mais amplo das possíveis consequências do fenômeno, mas menos certezas sobre o que efetivamente ocorrerá.
O documento, divulgado hoje após um encontro em Yokohama, no Japão, trata de muito mais assuntos do que seu predecessor, de 2007, e avalia melhor alguns temas, como o efeito do clima na saúde humana e em conflitos violentos.
Projeções que tinham recebido grande destaque antes, porém -como o risco de as secas afetarem 1 bilhão de pessoas na África e 250 milhões na Ásia-, saíram do sumário para formuladores de políticas. Esse resumo não técnico do relatório tem seu texto definido por um grupo de cientistas e representantes de governos, e é o que de fato se definiu no Japão. Expressões categóricas no documento deram lugar a uma descrição que inclui uma gama maior de probabilidades.
"No AR4 [o relatório de 2007] algumas das afirmações sobre impactos biológicos às quais se atribuía maior certeza foram baseadas em um único estudo", disse à Folha, Chris Field, coordenador do sumário para formuladores de políticas, o resumo não técnico do relatório do grupo 2 do IPCC, que trata de impactos e de adaptações necessárias. "É claro que aquele era um bom estudo, mas no AR5 [o novo documento] nós tentamos não basear nenhuma conclusão muito importante em um único estudo."
A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo
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