
20/03/2014
O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) estabelece que o saneamento deve estar universalizado em todo o país até 2033. A promessa do governo federal, segundo o Ministério das Cidades, é de que até lá 93% das áreas urbanas do país tenham esgotamento sanitário, coleta e tratamento. O abastecimento de água, por sua vez, deve estar universalizado nas áreas urbanas até 2023. Presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, no entanto, diz que se mantiver o mesmo ritmo de crescimento e de investimentos na área, que o país só universaliza o saneamento quase vinte anos mais tarde, em 2050.
— Mesmo com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o país não teve o avanço esperado. No PAC 1, por exemplo, muitas prefeituras tiveram que refazer seus projetos, muitas obras atrasaram. O governo, por sua vez, tem investido em média, por ano, entre R$ 8 e R$ 9 bilhões. Se fôssemos mesmo universalizar em 2030, esse valor tinha que ser duplicado. No ritmo que vamos, vão ser precisos mais 20 anos — explica Édison, dizendo ser necessário fazer uma ressalva em relação à Região Norte: — A situação por lá é tão ruim que não arriscamos fazer uma projeção de quando o saneamento seria universalizado. Chega a beirar o absurdo.
No Nordeste, o Maranhão apresenta índices de Região Norte. O Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, em 2011, informa que o estado tinha mais de 1.177 milhão de moradias sem acesso à água tratada, o mais número do país. Sem esgoto, eram mais de 1.731 milhões.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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