
18/03/2014
O biólogo Mario Moscatelli criticou o uso de ecobarcos, equipamentos que ele considera ineficientes para a retirada de todo o lixo que se acumula nas águas da Baía de Guanabara:
— Simples, há dois anos das Olimpíadas, as autoridades brasileiras praticamente não fizeram nada. Infelizmente a solução que está sendo financiada pela Secretaria Estadual de Ambiente (SEA) é de colocar barquinhos para caçar o lixo flutuante espalhado, o custo é de R$ 3 milhões.
Para o biólogo, o lixo pode ter sido a causa do problema na circulação de dois catamarãs na Baía de Guanabara, na manhã desta terça-feira.
— Praticamente toda a bacia hidrográfica da Baía de Guanabara é constituída por rios que se transformaram em imensos valões de lixo e esgoto, carreando todo tipo de resíduos das ocupações desordenadas dos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo, Itaboraí, Magé e Niterói em direção à baía que é a imensa latrina e lata de lixo da região metropolitana do Rio de Janeiro — disse.
No período em que ocorreram os problemas com os catamarãs, era horário de maré baixa, quando todo o lixo escoa da Baía para a Região Oceânica pegando em cheio a travessia das embarcações que acabam sendo torpedeadas em seus sistemas de refrigeração ou de propulsão por tudo que você possa imaginar, segundo Moscatelli.
Leia a matéria completa em O Globo
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