
11/03/2014
Dois dias depois do fim da greve dos garis, o Rio ainda sentiu na última 2ªF os reflexos do rastro de sujeira que tomou a cidade durante o carnaval. Embora na Zona Sul e no Centro o cenário de imundície já não fosse mais o mesmo, o que se via em bairros das zonas Norte e Oeste eram montanhas de lixo esperando coleta. Segundo a Comlurb, 15 mil trabalhadores recolheram nesta segunda 11 mil toneladas de dejetos.
Em Vila Isabel, calçadas de ruas como a Souza Franco estavam repletas de sacos plásticos e de lixo a céu aberto. Em Guadalupe, a situação também era crítica: em frente ao Centro Municipal de Saúde Augusto do Amaral Peixoto, o lixo estava amontoado há mais de uma semana, preocupando a técnica de laboratório da unidade Sueli Louviz de Azevedo. Ela teme que moradores comecem a apresentar sintomas de doenças em consequência da sujeira.
— Com o lixo, proliferam ratos. Na última chuva forte, na sexta-feira, várias ruas do bairro ficaram alagadas — reclamou Sueli.
Em bairros próximos, principalmente nas ruas transversais, nem parecia que a greve havia acabado. Em Irajá, os montes de detritos estavam a poucos metros uns dos outros. A um quarteirão da 14ª Gerência de Conservação da Comlurb, o lixo espalhava mau cheiro numa pracinha com brinquedos infantis da Rua Metrovick.
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