
11/03/2014
Escondidos a centenas e até milhares de metros de profundidade, imensos rios submarinos fluem no leito dos oceanos fora da vista humana. Fossem em terra, alguns deles seriam comparáveis aos maiores rios do planeta, como o Amazonas, o Nilo ou o Yangtzé, mas, apesar de seu importante papel na formação do ambiente do fundo do mar e manutenção da sua biodiversidade, ainda são muito pouco conhecidos e compreendidos pelos cientistas.
Como compara James Gardner, professor e pesquisador do Centro de Mapeamento Costal e Oceânico da Universidade de New Hampshire, nos EUA, sabemos mais sobre os canais que cortam a superfície de Marte do que sobre as valas abissais por onde estes rios submarinos passam, o que ele afirma não ser nenhuma surpresa, dados os baixos investimentos em pesquisas e a falta de interesse e vontade política de melhor estudá-los.
— Gastamos muito mais dinheiro estudando Marte do que o fundo do mar aqui mesmo na Terra, então não é surpreendente que saibamos mais sobre os canais de lá do que sobre os daqui — diz.
Segundo Gardner, mesmo o termo “rio” é inadequado para descrever estes gigantescos fenômenos. Conhecidas como correntes de turbidez, elas geralmente têm origem nas margens das plataformas continentais ou em seus taludes, isto é, os grandes declives que marcam a fronteira entre as massas de terra e as profundezas dos oceanos. Nestes pontos, principalmente próximos à foz de rios, os sedimentos se acumulam até atingirem um ponto crítico, desabando rumo ao fundo do mar a velocidades que passam dos 60 km/h e escavando os chamados canais abissais por onde correm, que podem atingir milhares de quilômetros de extensão, dezenas de quilômetros de largura e centenas de metros de profundidade.
Leia a matéria completa em O Globo
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