
11/03/2014
O derretimento das geleiras do Ártico, o aumento dos dias de calor extremo em diversas regiões e os verões inclementes até mesmo no Hemisfério Norte mostram como o aquecimento global segue em marcha acelerada. Um estudo divulgado esta semana pela revista “Nature Climate Change” mostra como o número de dias com temperaturas recordes cresce no mundo. Em algumas localidades, os termômetros superavam a média da temperatura máxima até dez vezes num ano. Agora, isso ocorre 50 vezes no mesmo período.
A pesquisa, assinada por cientistas australianos, canadenses e suíços, contesta o que seria uma “pausa” no aquecimento global desde o fim do século XX. Este fenômeno é atribuído à captação de energia solar pelo oceano, enquanto a temperatura média da superfície permaneceu relativamente estável.
Os autores do estudo, no entanto, ressaltam que o aquecimento global não deve ser ligado apenas ao aumento da temperatura da superfície terrestre.
De acordo com a pesquisa, o uso do termo “pausa” para explicar uma suposta desaceleração na escalada dos termômetros é leviano e “deslocado do contexto das mudanças climáticas”.
— Em vez de procurar uma explicação para o hiato no aquecimento global, observamos que eventos extremos quentes são cada vez maiores e mais frequentes — conta Lisa Alexander, coautora do estudo e pesquisadora Instituto de Ciências Atmosféricas e do Clima de Zurique. — Não podemos olhar apenas para a temperatura média da superfície terrestre. Este é apenas um dos indicadores para determinarmos a dimensão das mudanças climáticas.
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