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Nova ferramenta permite monitorar em tempo real o desmatamento de florestas

27/02/2014

Um novo sistema de monitoramento global de florestas foi lançado e promete oferecer informações em tempo real a respeito do desmatamento em todo mundo. O “Global Forest Watch (GFW)” foi desenvolvido pelo Google com a parceria de outros 40 grupos empresariais. A tecnologia utiliza centenas de milhões de imagens de satélite, bem como dados fornecidos por pessoas que estão nos terrenos.
Atualmente, as imagens em alta resolução da perda e do ganho de árvores em termos globais são atualizadas apenas anualmente; já os dados sobre as florestas tropicais com uma resolução de até 500 metros são atualizados mensalmente.
Gratuito, o sistema online de monitoramento apresenta imagens em alta resolução que possibilitam identificar o ganho e a perda de cobertura florestal anual do planeta. Além disso, reúne informações de satélites em uma plataforma colaborativa (crowdsourcing) e emite alertas para uma rede de parceiros e cidadãos quando a perda é detectada, facilitando a mobilização.
Grande parte dos empresários que participaram do lançamento do programa, na última sexta-feira, saudaram o novo banco de dados e o enxergaram como uma ferramenta que poderia ajudá-los a provar que seus produtos são sustentáveis.
Apesar de uma maior conscientização em todo o mundo sobre os impactos do desmatamento, a escala da perda florestal desde 2000 tem sido significativa, aponta a BBC News. Segundo dados do Google e da Universidade de Maryland, o planeta perdeu 230 milhões de hectares de árvores entre 2000 e 2012, o que equivale a 50 campos de futebol sendo destruídos a cada minuto, nos últimos 12 anos. Durante o mesmo período de tempo, cerca de 800 mil quilômetros quadrados de novas florestas foram replantados.
Um dos grandes problemas em lidar com a perda de árvores tem sido a falta de informações precisas. Para enfrentar essa escassez, o GFW foi desenvolvido com a capacidade de utilizar mais de 500 milhões de imagens de alta resolução oferecidas pelo programa espacial Landsat, da Nasa.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

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