
18/02/2014
A onda de calor que atormenta o Estado Rio neste verão afetou também a biodiversidade marinha. Na Baía da Ilha Grande, entre os municípios de Angra dos Reis e Paraty, pesquisadores registraram nos últimos dias grandes extensões de recifes sofrendo um processo de branqueamento, que ocorre diante das elevadas temperaturas e pode levar à morte das colônias.
O branqueamento é um alerta para a saúde dos corais. É como se eles estivessem gravemente doentes devido ao calor, à radiação UV e também à poluição. Não ocorre apenas no Brasil. Ontem um estudo apontou para o problema também a Austrália. No Rio, é alarmante e foi registrado nas 29 ilhas da Estação Ecológica (Esec) de Tamoios, uma área de preservação na Baía da Ilha Grande.
- Nunca tinha visto algo desta magnitude. O branqueamento às vezes ocorre no verão, mas este ano o calor está excepcional. A temperatura do mar, no caso em Paraty-Mirim, atingiu os 34 graus Celsius, o recorde desde que começamos as medições há dez anos - comentou Adriana Gomes, chefe interina da Esec de Tamoios.
Em janeiro, o mar fluminense sofreu um aquecimento atípico. Uma corrente vinda do Norte inibiu a ressurgência, um fenômeno que ocorre na região de Cabo Frio e que empurra as águas geladas do fundo para a superfície. Apenas nas últimas duas semanas a temperatura do mar começou a se normalizar.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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