
18/02/2014
As águas que banham a costa do Sudeste e do Sul do Brasil estão até 3°C mais quentes do que o normal para o mês de fevereiro.
Um período prolongado sem cobertura de nuvens fez a superfície do oceano se superaquecer, e cientistas avaliam se as perturbações ecológicas do calor podem afetar o ecossistema marinho.
O calor do mar neste início de ano foi constatado também por banhistas, que relataram temperatura fora do normal em praias do Rio e do litoral paulista. A água chegou a 28°C na costa. Cientistas investigam se o fenômeno está relacionado ao aquecimento global e se pode causar desequilíbrio ecológico.
A consequência visível mais notável da onda de calor para as águas costeiras foi a floração de algas e outros organismos marinhos fotossintéticos, que deixou uma gigante mancha escura no oceano. Essa formação se estendeu do mar do Rio de Janeiro até Santa Catarina.
"Uma mancha como essa pode reduzir o teor de oxigênio das águas de superfície, e isso pode espantar os peixes que ficam nessa região", explica Sonia Gianesella, professora do Instituto Oceanográfico da USP. "Pode ser que peixes busquem águas mais profundas ou busquem horizontalmente outras áreas que não estão tão aquecidas."
A pesquisadora diz já ter estudado outras manchas semelhantes no litoral, mas não se lembra de uma que tenha sido tão grande.
Leia a matéria completa no Jornal da Ciência
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