
13/02/2014
Sem chuva há cerca de 20 dias e com temperaturas que passam de 40 graus Celsius (ºC), o estado do Rio de Janeiro teve desde 1º de janeiro deste ano 380% mais focos de incêndio registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o maior aumento entre todas as unidades da Federação. O monitoramento do instituto contabilizou 48 queimadas no estado até 04/02, enquanto, no mesmo período do ano passado, o número não passou de dez.
No mês de janeiro, foram 35 focos de incêndio detectados pelos satélites do Inpe, um patamar quase três vezes maior que o de janeiro de 2010, que detinha o recorde até então, com 13 focos. A média para janeiro, calculada desde 1998, é sete focos. Em quatro dias, o mês de fevereiro somou 13 focos, dois a menos que a média histórica para o mês, de 11. Para o segundo mês do ano, o recorde também é 2010, com 73 focos.
O diretor de Biodiversidade de Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente, André Ilha, disse que a situação é preocupante: "O risco de fogo está generalizado no estado todo. Estamos atravessando uma onda de calor e de falta de chuvas sem precedentes. Pelo menos eu não me lembro de tantos dias seguidos de falta de chuva no verão. No início, a situação era menos critica porque a umidade estava elevada. Mas, desde o fim da semana passada, ela baixou bastante".
Para André Lima, o número de focos de incêndio deve ser ainda maior do que o registrado pelo Inpe, já que muitos não atingem proporções visíveis por satélite.
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