
06/02/2014
O aquecimento anormal das águas do Atlântico Sul neste verão ficou evidente numa imagem capturada pelo satélite Aqua, da Nasa, no último dia 19. Uma mancha escura de cerca de 800 quilômetros de extensão se formou no litoral dos estados do Rio e São Paulo, chegando a Santa Catarina. Ela é resultado da decomposição de algas, ingeridas por outros micro-organismos, e mortas pela temperatura elevada. Um sinal da onda de calor extremo que deixa meteorologistas e oceanógrafos atentos à possibilidade de ocorrência de fenômenos climáticos como grandes tempestades, que poderiam aparecer no fim do verão carioca e no outono.
A mancha escura, segundo a Nasa, foi provocada pela espécie Myrionecta rubra, um micro-organismo protista ciliado que se desloca rapidamente e produz sua própria comida por meio de fotossíntese, ao ingerir cloroplastos de microalgas. Apesar de se alimentar destes micro-organismos, o protista não é tóxico para seres marinhos ou para humanos. No entanto, seu acúmulo pode ter efeitos sobre a vida marinha, inclusive sobre espécies filtradoras do mexilhões, consumidos pelo homem.
O alerta sobre imagem da Nasa veio do oceanógrafo Heitor Augusto Tozzi, um observador atento das condições do mar do Rio e que destaca a intensidade do fenômeno.
- Florescimento seguido de mortandade de micro-organismos marinhos já aconteceu outras vezes. - destaca Tozzi.
Leia a matéria completa em O Globo
90% dos rios localizados em áreas urbanas do RJ apresentam algum grau de poluição
18/08/2026
Polícia Ambiental identifica corte irregular de mais de 50 árvores na Ilha Grande, em Angra dos Reis
18/08/2026
C&A aposta em tecnologia e circularidade na moda
18/08/2026
Ex-vendedor de frutas cria tecnologia para coletar resíduos de rios e de areia das praias
18/08/2026
Novo Repórter Eco traz voz indígena e mais tempo no ar
18/08/2026
Petrobras diz que eventual vazamento de óleo passaria a 60 km da costa amazônica, mas vigiará parque
18/08/2026
