
04/02/2014
Nem um mergulho atenua a onda de calor que castiga o carioca desde o início do ano. Em janeiro, a temperatura da superfície do mar nas praias oceânicas chegou a 30 graus Celsius por sete dias - 2,5 graus Celsius acima da média histórica de 40 anos, de acordo com informações de satélite da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês). O mar desse mês não lembra em nada as águas geladas que costumam refrescar corpo e mente durante o verão.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o mar só costuma apresentar temperaturas tão elevadas cerca de três vezes por mês durante a estação. E o responsável pelas águas quentes é o vento. A chegada de uma corrente vinda do Norte inibiu a ressurgência, um fenômeno que ocorre na região de Cabo Frio e que empurra as águas geladas do fundo para a superfície.
Quando o fenômeno que ocorre na Região dos Lagos chega à capital, a temperatura média da superfície da água fica em torno de 20 graus Celsius, segundo o Inpe. Nos dias sem ressurgência, os termômetros no mar chegam a bater os 27,5 graus Celsius.
- Mesmo sem a ressurgência, a temperatura da superfície do mar carioca está acima da média coletada nos últimos 40 anos - destaca João Antônio Lorenzzetti, doutor em Oceanografia Física e pesquisador da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe.
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