
24/09/2013
Nos últimos 15 anos, a temperatura média da Terra parou de subir tão rápido quanto antes, mas isso não significa que a mudança climática esteja freando. Essa é a posição do governo brasileiro, que defenderá retirar do mais importante documento internacional sobre clima a menção ao chamado "hiato" do aquecimento global.
O encontro que define o conteúdo final do quinto relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática) começa hoje em Estocolmo, na Suécia, quando se reúne o Grupo de Trabalho 1 da instituição --aquele encarregado de avaliar a ciência física do clima.
O relatório técnico do painel já está pronto, mas só será publicado após a edição final do "Sumário para Formuladores de Políticas", único anexo do relatório sobre o qual governos podem opinar antes da divulgação, marcada para a próxima sexta (27).
Em junho, um esboço final dessa parte do relatório foi enviado a delegações para comentários. O texto, que vazou para a imprensa, incluía uma frase com referência ao hiato: "A taxa de aquecimento ao longo dos últimos 15 anos (1998-2012; 0,05°C por década) é menor do que a tendência desde 1951 (1951-2012; 0,12°C por década)".
Explorada por negacionistas da mudança climática, essa flexão no gráfico de temperatura é descrita por alguns como mero ruído estatístico numa tendência clara de aquecimento no longo prazo.
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