
05/09/2013
De cada dez brasileiros, apenas três adotaram alguma atitude para reduzir o consumo de energia elétrica em suas casas na última década. O apagão nos nove estados do Nordeste na semana passada fez muita gente relembrar o racionamento que afetou o país em 2001. Doze anos após ter sido confrontado por sérias dificuldades para manter seus hábitos, o consumidor, hoje, parece não dar mais tanta importância ao tema, conforme pesquisa realizada pela Proteste — Associação de Consumidores.
Segundo o levantamento realizado em todo o país entre associados da entidade, apenas 32% tomaram alguma atitude para reduzir o consumo de energia elétrica desde 2003. Além disso, 42% disseram ter aparelhos de ar-condicionado e mais da metade deles (24%) admitiu utilizá-lo não só nos dias de calor, como também para aquecer os ambientes durante o inverno.
O levantamento foi realizado também em Bélgica, Itália, Portugal e Espanha. O único destaque positivo, segundo a Proteste, foi registrado entre os belgas: 58% disseram ter tomado ao menos uma atitude na última década para economizar energia em suas residências. Nos outros três países, os resultados foram semelhantes aos do Brasil.
Para a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, a conclusão do levantamento é preocupante, ainda mais porque o brasileiro, nos últimos anos, passou a ter condições de adquirir mais eletroeletrônicos:
— Poucos percebem o impacto que o consumo excessivo de energia elétrica tem em seu orçamento doméstico. E quem percebe também não adota medidas pensando no consumo sustentável. Apesar de o custo da energia ser alto, o brasileiro parece não estar tão preocupado com a conta a pagar no fim do mês.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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