
18/07/2013
O interesse dos consumidores pelas frutas amazônicas levou os pesquisadores da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP (Universidade de São Paulo), em Piracicaba (SP), a tentar cultivá-las longe de seu ambiente quente e úmido, fatores que reconhecidamente limitam sua produção.
"Por essa razão, elas são normalmente consumidas em forma de doces e de polpa congelada em outras regiões", diz a engenheira agrônoma Patrícia Maria Pinto.
Os pesquisadores decidiram escolher três tipos de fruta: o camu-camu, pelo teor elevado de vitamina C, o abiu e o bacupari pelo gosto adocicado, em vez de investir em frutas mais conhecidas, como o cupuaçu. "Avaliamos que as escolhidas têm alto potencial de exploração por produtores de diferentes lugares", diz a engenheira.
Durante o plantio, alguns cuidados especiais precisam ser tomados. O abiu, por exemplo, necessita ser irrigado com mais frequência.
"Por ser um fruto da região amazônica, onde há maior incidência de chuvas, ele precisa de maior volume de água. Em tempos de estiagem, são necessários cerca de 500 litros por semana", afirmar o engenheiro agrônomo Júlio Shimazaki, do Sítio Shimazaki, em Mirandópolis (a 594 km de São Paulo), onde o fruto foi plantado para a realização da pesquisa da Esalq.
Os outros frutos, por sua vez, não precisaram de grandes cuidados para adaptação -como irrigação o tempo todo, nem solo especial- mas todos são sensíveis ao frio paulista.
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