
09/07/2013
A venda de alimentos orgânicos no Brasil cresce em ritmo três vezes mais acelerado que a de todo o resto de itens oferecidos em supermercados. Natural.
Primeiro, por ser esse um nicho minúsculo aqui, com alto potencial de expansão e contínua oferta de novidades.
Segundo, porque desde sua regulamentação, em 2011, vem atraindo mais investimentos. E em terceiro lugar --mas não em último-- porque o apelo "saudável" já fisga sete em dez brasileiros, segundo pesquisa de hábitos de compra feito pela Nielsen.
O que não é natural é um consumidor pagar 45% mais pelo quilo de banana sem agrotóxico e três vezes mais por um suco, em comparação com não orgânicos.
A cada R$ 100 gastos ao mês por famílias com frutas, verduras, legumes e ovos, só R$ 4 foram com orgânicos em 2012, segundo pesquisa da Kantar Worldpanel. Em compensação, esse luxo já chegou a 10 milhões dos 47 milhões de lares pesquisados.
De olho nessa gente, os supermercados ampliam a variedade de produtos orgânicos nas prateleiras e dizem conseguir, nas compras em larga escala, reduzir os preços de alguns itens.
As redes fecham contratos de longo prazo com fornecedores regionais e entram com a logística, diluindo o custo do transporte dos produtos.
No Pão de Açúcar, o preço de folhas orgânicas já é igual ao das tradicionais. "Em alguns casos, são até mais baratas", diz Sandra Sabóia, gerente da área no grupo.
Leia a matéria completa na Folha de S. Paulo
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