
23/05/2013
Sustentabilidade. O termo que surgiu e foi difundido como necessidade urgente de futuro já não assusta mais, mesmo ainda sendo um palavrão. A economia? Deve ser sustentável. A arquitetura? Só vale se for sustentável. As cidades? Têm de ser sustentáveis! O termo foi tão usado que sua banalização pode cobrar um preço alto: de desejo de futuro, a sustentabilidade corre o risco de logo se tornar um conceito ultrapassado. Até porque, cidades sustentáveis podem existir? Ou esse é um conceito meramente utópico?
Pois já há quem o considere até pouco ambicioso. É o caso do decano da Universidade de Columbia, em Nova York, Mark Wigley, um dos pensadores do futuro das cidades. Em entrevista por telefone ao GLOBO, ele sentencia:
— Odeio o termo cidade sustentável, que seria o lugar onde não vai haver problemas. Acho que um conceito muito melhor é o da cidade que se volta para maximizar o que tem de bom, gerando mais e mais oportunidades e conexões entre seus habitantes.
Além de Wigley, o Morar Bem ouviu outros estudiosos do tema. Pedro Rivera, do Studio-X, braço brasileiro da Columbia, acredita numa cidade eficiente. Para os cariocas Flávio Ferreira e Ernani Freire, o conceito de sustentabilidade se perdeu em meio a ações pontuais que embora válidas são insuficientes, até por deixarem de lado questões como o adensamento de regiões centrais.
Leia a matéria completa em O Globo
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