
30/04/2013
Estratégias de controle alternativo de doenças na pós-colheita de frutas, evitando resíduos químicos, principalmente das frutas produzidas na Caatinga, que são, na maioria, exportadas para várias partes do mundo, tem sido estudadas em um projeto desenvolvido na Embrapa Semiárido (Petrolina, PE). Segundo o pesquisador Daniel Terão, existem diversas estratégias alternativas de controle de doenças pós-colheita de frutas que foram avaliadas na pesquisa.
Uma delas é o controle cultural. De acordo com ele, uma vez que a grande maioria dos fitopatógenos que causam doenças na pós-colheita infectam a fruta no campo, o controle deve iniciar ainda na pré-colheita, partindo da escolha da época de plantio e, consequentemente da época de colheita mais adequada, e de praticas culturais, como a eliminação de restos de poda e de outras fontes de inóculo, bem como do uso adubação e irrigação correta e equilibrada para a cultura.
- Existe ainda o controle físico. Estudamos o tratamento hidrotérmico por aspersão, associado a aplicação de baixas doses de luz Ultravioleta-C e o efeito da radiação ionizante. Já no controle biológico, avaliamos vários bioagentes com potencial biocontrolador como diversas espécies de leveduras e bactérias - explica ele.
O pesquisador fala ainda sobre o controle fisiológico, dado pelo uso de desativadores de etileno, que exercem um controle indireto da doença, pelo retardamento no processo de maturação da fruta e de indutores de resistência. A quinta alternativa é o controle com óleos essenciais, onde são testados diversos extratos de plantas e óleos essenciais.
- A ideia é usar os controles alternativos com os melhores resultados para cada cultura, de maneira integrada e não isolada - diz Terão.
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